Correndo pela areia e rindo sem parar, minha felicidade parecia não ter fim. Ela gritava meu nome e me chamava de "doidinha" enquanto atirava areia em minhas costas. De repente sinto um tremendo impacto e caio no chão, ela acabara de pular em mim como quem pula em um colchão. Bati meu rosto na areia seca mas estava tão eufórica que nem pareceu doer tanto assim. Disse ai. Ela saiu de cima de mim desesperada e perguntou se eu estava bem. Respondi que sim e caímos na gargalhada.
Depois de algumas horas na praia voltamos para a casa de praia da família e eu percebi que meu rosto estava ardendo um pouco. Ela sorriu e disse que não me avisou pois não queria me preocupar, mas meu rosto estava completamente "desfigurado", foi o termo que ela usou. Eu coloquei a mão no rosto e corri para o banheiro, em direção ao espelho, mas precisamente.Sai correndo em direção á ela e pulei em cima dela. Caímos na risada enquanto eu dava tapas leves em seus ombros. Ela havia me enganado. Depois de rirmos um pouco, encostamos uma na outra e acabamos adormecendo.
Essa é uma das melhores lembranças que tenho da Caroline, a melhor irmã que alguém poderia ter, e que o destino resolveu me roubar.
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