terça-feira, 24 de maio de 2011

Aprender e Praticar

Às vezes as coisas acabam se tornando bem mais complicadas do que realmente deveriam ser.
Felicidade de torna um misto de insegurança e esperança e a própria esperança de torna desespero.
Quem é o culpado? Sempre haverá um culpado? Talvez! Seus medos te dominam e você se torna escravo deles.
É hora de ser mais. A sociedade não tem culpa. se você resolver se fechar pro mundo, para ele você não fará falta.
Só para você mesmo.
Acreditar. Essa é a jogada. Tem um Alguém que é bem maior e que corre por você.
Nem seus próprios problemas são seus mesmos.
Você não é um coitado. É amado. Não se esconda atrás de tropeços, pois as pedras também são d'Ele.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Impossível (?)

Depois de 5 meses sem ele, fraquejando, regredindo, me jogando no buraco. Eu decidi mudar. Dessa vez de verdade.  Só precisava de uma força a mais. Um empurrãozinho. Algo que realmente me fizesse acreditar na validade da vida. Me arrumei, comi e resolvi ir visitá-lo. Desde que tinha começado minhas aventuras noturnas, não tinha mais ido o ver.
Quando cheguei lá, ele estava sem visitas e estava tudo muito diferente. Perto de sua cabeça havia um quadro cheio de fotos e bilhetinhos, fixados nele com ímãs. Passei a mão em seu rosto e não aguentei quando vi que ninguém havia tirado a aliança de sua mão. Chorei desesperada e encontrei a minha no bolso.
Fazia mais ou menos um mês que eu não a usava. Eu estava depressiva e queria calar a minha dor fingindo que estava tudo muito bem. Saia todas as noites, bebia, e não queria fazer isso com a aliança no dedo, pois sentia que ele estava vendo toda aquela situação vergonhosa.
Coloquei-a no dedo e com lágrimas pelo meu rosto, eu o beijei, enquanto acariciava sua mão. Eu senti um leve toque e me assustei. Olhei para as nossas mãos, e a mão dele estava segurando na minha, sem que eu segurasse nela.
Ele não tinha nenhuma reação, mas eu sentia que ele estava me sentindo, e comecei a chorar mais. Por um momento fiquei feliz mas logo em seguida algo me fez desacreditar que aquilo seria possível. Sequei as lágrimas e me levantei. Ao sair do quarto me deparei com sua mãe na porta.
Olhei para ela com um misto de ternura e medo e então ela me perguntou sorrindo:
- Percebeu que ele já mexe as mãos?

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Eu acho que acredito

Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é so um dia mais.”
José Saramago

"Papai olha o que eu fiz pra você e pra mamãe!"
"Que lindo filhinha, porque não mostra pra ela?"
"Não! Ela já viu, vou mostrar pra minha irmã - Irmã! Irmã! Olha o meu desenho, está bem mais bonito que o seu e... Irmã? Carol?! Carol?! Pai a Carol não acorda!"

Acordei suando e com a boca seca, faziam alguns anos que eu não sonhava com ela. Pra ser mais exata, faziam 8 anos que eu não sonhava com ela, só acordada. Imaginando como ela seria se tivesse vivido pra se tornar mulher. Quantos namorados ela teria, quantas vezes teria desobedecido meus pais por causa de uma baladinha...
Durante dois anos seguidos eu sonhei com aquele dia. Durante dois anos seguidos eu fui uma filha rejeitada pela mãe e não compreendida pelo pai. Eu me sentia culpada, já que todos me tratavam como tal.
Não comia, não dormia, não vivia...
Depois de alguns meses de terapia intensiva - individual e em família -, nós nos recuperamos. Mas não era fácil viver daquele jeito. Eu acho que fui a única que superei de verdade. Depois do tratamento nunca mais sonhei com ela, não deixei de comer, de viver, virei uma criança como qualquer outra e prometi a mim mesma que não me deixaria colocar em uma situação dessas novamente.
Agora veja! Eu aqui, dez anos depois volto a sonhar com ela, com a morte dela. E já me vejo indo pelo mesmo caminho pelo André. Não quero, não posso. Eu era criança. Fraca, inocente. Hoje já sou uma mulher. Preciso colocar minha cabeça em ordem e seguir em frente, ser forte! Um exemplo para os pais e demais pessoas que o amam.